4.1.15

Poster frutas Mú

Para quem quiser saber quais as frutas a consumir em certa época do ano é só consultar este poster, desenhado para a gelataria Mú no Campo mártires da pátria em Lisboa.






  






A construção de personagens - P.2

Continuando o texto sobre os pontos do acrónimo "FACAS", que ajuda no processo da construção de personagens ou mascotes de marcas, as iniciais "A" e "C" desta mnemónica referem-se a ideias e características biográficas imaginárias.
Na criação da personalidade, e seguindo este método, vamos estruturar o desenho com base em ideias feitas. Iremos também imaginar um passado que se reflete de forma clara no presente. Tudo isto pode parecer estranho, mas uma pequena explicação pode ajudar a entender melhor o que se quer dizer nesta introdução.

A
Arquétipo

é a Ideia subjacente. Nesta fase, no desenho conceptual da personagem, pensamos em tipos de comportamento. Recorremos a qualidades que surgem com frequência nas narrativas. Este é um factor por vezes negligenciado na construção da personagem.
Na sua base, o Arquétipo confere uma camada de subtexto ao carácter. É um conteúdo implícito que a cultura popular reconhece - de forma totalmente consciente ou de uma maneira mais subtil.

Por exemplo, o arquétipo do “nerd” ou o arquétipo do feiticeiro velho e sábio. Estes lugares comuns conferem uma base confortável à personagem e são um ponto de partida a uma construção mais complexa da sua personalidade. Em variadíssimas situações (aqui intencionalmente) estes arquétipos refletem-se no desenho. A barba branca do feiticeiro, as posições das mãos do rapper, o ar duro e resmungão dos marinheiros em Popeye ou em Haddock de Tintim. São temas recorrentes que podem ser usados de forma utilitária na fase inicial do conceito.


© Hergé/Moulinsart

Resumindo, o arquétipo ajuda a transmitir mensagens familiares sobre a personagem que são consciente ou inconscientemente descodificadas pelo receptor. São modelos padrão. O designer ou ilustrador que na sua bagagem tiver esses modelos bem solidificados, mais facilmente conseguirá transmitir ideias que depois serão polidas de acordo com o briefing.

No entanto estas mensagens e Tipos podem variar de cultura para cultura. Não são obrigatoriamente percepcionadas da mesma maneira aqui ou no México, por exemplo. Nesses casos há que se fazer um estudo e pesquisa de costumes, histórias e cultura popular, ou em áreas específicas ao projecto.

C
Caracterização

São as histórias pela quais a personagem supostamente passou. No fundo será uma espécie de biografia imaginada que pode deixar marcas no aspecto físico ou no carácter. É o caso das deformações físicas e psicológicas no boneco guarda-costas do orfanato em Toy Story 3, ou das tatuagens de Robert de Niro em Cabo do Medo.

© Disney/Pixar

 Há um passado, que mesmo não sendo obrigatoriamente referido, deixou marcas visíveis ou invisíveis na personagem, conforme a sua história.
A caracterização confere profundidade e credibilidade à personagem. Evita que a sua existência seja fútil e desprovida de substrato.

O próximo texto deste Nerd alert, falará sobre as últimas iniciais do acrónimo. As letras "A" e "S".

18.12.14

A construção de personagens - Parte1

As checklists podem ser enfadonhas ou acusadas de matar a invenção. No entanto, tendo o propósito de facilitar o trabalho, elas são bem vindas e mesmo desejadas. Muitas das vezes, (mesmo quando os designers e ilustradores não querem reconhecer) deixam espaço à criatividade para ela se expressar. É o caso do método de estruturação de personagens abordado neste texto.

Usado largamente nas primeiras fases de criação por designers e artistas conceptuais dos principais epicentros da indústria cinematográfica e dos video jogos, este processo permite decifrar o ADN de um carácter apenas existente em palavras num papel.

FACAS
Embora possam existir, numa fase avançada, níveis bastante complexos de caracterização de personagens, uma boa forma de começar será através da sigla (em português) “FACAS”.

Servindo de mnemónica, esse acrónimo é decomposto nos seguintes passos:

F” - Forma e função
Idealmente, a forma deverá descrever a natureza da personagem. O “parecer” e o “ser” desempenham um papel importante tanto na essência como na aparência. Não apenas nas personagens mas também nos objectos reais, esta característica torna palpáveis as qualidades primordiais.

Alguns exemplos simples do mundo real: um pato possui membranas interdigitais para se deslocar na água com facilidade. A forma das membranas têm um objectivo muito concreto. E funcionam.

Duck feet swimming / Paul Filmer / License CC-by-nc-nd - Attribution Non-commercial No Derivatives

Uma espada samurai, de Masamune. Parece perigosa e realmente é. O seu design possibilita essa característica cortante, fria e altamente eficaz. Fazendo o hipotético exercício de transformar este objecto numa personagem, pouco mais há a acrescentar relativamente à sua evidente função mortífera.


Idealmente uma personagem tem uma coerência entre a sua forma e o seu objectivo funcional. Uma figura desadequada cria em princípio, uma dificuldade de adaptação às suas funções.

Imaginemos dois cenários um pouco ridículos.

  • O Batman com uma espectacular configuração de golfinho. A sua função de ser noturno “voador” e furtivo iriam por água abaixo.
  • O Lightning McQueen com a forma da pickup Tow Mater. As corridas NASCAR e o comportamento enérgico seriam concerteza feitos impossíveis.

Nestes últimos dois exemplos foi evidente, para os seus criadores, a necessidade de adequar uma forma coerente com o objectivo do comportamento de cada uma dessas personagens.

Claro. É possível subverter todo este esquema e o resultado poder vingar. Nesses modelos em que a forma e a função se contradizem, a história da personagem tem de justificar de forma eficaz as incoerências formais e funcionais que à primeira vista são apresentadas. É o caso do caracol que sonha grande e rápido em “Turbo”, o filme da DreamWorks. Um ser vivo ultra lento com características ultra rápidas. Aqui, a incoerência serve para dar ênfase ao argumento. Há um choque mental no espectador, que não consegue à primeira vista associar o comportamento previsível daquela forma à função que está a desempenhar naquele momento. O arquétipo (que será abordado nos posts seguintes), é totalmente posto à prova. A regra "F" da forma/função existe, mas é questionada intencionalmente.





Na próxima semana a segunda parte com o ”A” e “C”, do acrónimo “FACAS”.
Não percam, amiguinhos. Até lá!




 


14.12.14

Vamos revitalizar a Parede... com anúncios fictícios

Cartazes fictícios colados nas paredes da Parede. Revitalizar o que não pode ser revitalizado. Ou pode?

Fictitious posters glued on the walls of Parede village. Revitalize what can not be revitalized. Or can it?





Mú - Gelato italiano

Quando a palavra é "Genuino", nada mais há a procurar a não ser os gelados Mú no Campo mártires da pátria. Criámos a identidade, que incluiu ilustrações, estacionário e várias peças de comunicação para esta gelataria italiana em Lisboa.

When "real deal" is the word, there is nothing more to look other than Mu ice creams in Campo mártires da pátria. We created the identity, which included illustrations, stationary and several communication pieces to this Italian ice cream shop in Lisbon.






Mamut logo

Desenho e criação de Identidade para a Mamut. Um animal extinto para artistas que nascem. O círculo completa-se. mamutmusic aqui.

Design and identity for Mamut. An extinct beast for newborn artists. The circle is complete. mamutmusic here.